Como se confessar? Qual é o passo a passo da confissão?
Confessar-se é mais simples do que parece: você se prepara com um exame de consciência, se arrepende diante de Deus, conta seus pecados ao padre, recebe uma penitência e a absolvição. Não existe roteiro decorado que você precise acertar — o padre conduz a conversa e ajuda.
O Catecismo descreve assim a celebração (Catecismo, 1480): a saudação e a bênção do sacerdote; uma leitura da Palavra de Deus, que ilumina a consciência; a confissão dos pecados; a penitência que o padre indica; a absolvição; e, no fim, a ação de graças e a despedida.
Na prática, o caminho é este:
1. Antes: reserve um tempo de silêncio e faça o exame de consciência — olhar com honestidade para a sua vida desde a última confissão, à luz dos Mandamentos e do Evangelho (Catecismo, 1454).
2. Arrependimento: peça a Deus a graça de se arrepender. A contrição — a dor por ter pecado, com o propósito de não pecar mais — é o primeiro dos atos de quem se confessa (Catecismo, 1451).
3. Com o padre: conte, com simplicidade, os pecados de que se lembrar. Os pecados graves devem ser ditos todos, com o tipo de pecado e quantas vezes, na medida em que você se lembrar depois de um exame sério (Código de Direito Canônico, cân. 988). Os pecados do dia a dia não são obrigatórios, mas a Igreja recomenda confessá-los também (Catecismo, 1458).
4. Penitência: o padre indica uma penitência — uma oração, um gesto — que você cumpre depois (cân. 981). Não é castigo: é um jeito de recomeçar.
5. Absolvição: antes dela, você manifesta ao padre o seu arrependimento, e ele costuma convidar você a fazê-lo com uma oração — o Ato de Contrição, indicado no fim desta página, serve para isso. Depois ele dá a absolvição, com uma oração que termina assim: "Eu te absolvo dos teus pecados em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo" (Catecismo, 1449).
6. Depois: cumpra a penitência e siga em paz.
Duas coisas ajudam a perder o medo. Tudo o que você disser fica sob o sigilo sacramental, que é inviolável: o padre não pode revelar nada, a ninguém, por motivo algum (Catecismo, 1467; cân. 983). E o fruto do sacramento é a reconciliação com Deus: a quem se confessa com o coração arrependido seguem-se, diz o Catecismo, "a paz e a tranquilidade da consciência" (Catecismo, 1468).