Pode comungar sem se confessar?
Quanto à confissão, depende de uma coisa só: se você tem consciência de um pecado grave. Se não tem, pode comungar sem se confessar antes — não é preciso confessar antes de cada comunhão. Se tem, a Igreja pede que você se confesse primeiro.
O Catecismo diz: "Aquele que tiver consciência dum pecado grave deve receber o sacramento da Reconciliação antes de se aproximar da Comunhão" (Catecismo, 1385; ver também 1415). O Código de Direito Canônico diz o mesmo e prevê uma exceção, que exige as duas condições ao mesmo tempo: quando há uma razão grave para comungar e não há como se confessar, a pessoa pode comungar, mas deve fazer um ato de contrição perfeita, "que inclui o propósito de se confessar quanto antes" (cân. 916).
Os pecados do dia a dia — os veniais — não impedem a comunhão. Pelo contrário: a Eucaristia fortalece a caridade, "e esta caridade vivificada apaga os pecados veniais" (Catecismo, 1394). E a Igreja recomenda vivamente comungar aos domingos, ou mais vezes, "mesmo todos os dias" (Catecismo, 1389).
Como saber se algo é grave? Para um pecado ser mortal, é preciso, ao mesmo tempo, matéria grave, plena consciência e consentimento deliberado (Catecismo, 1857). Ignorância, medo, hábitos e outros fatores podem diminuir a responsabilidade (Catecismo, 1735). Se a dúvida for sincera e persistir, o melhor caminho é conversar com um padre — de preferência numa confissão, que resolve a dúvida e a consciência ao mesmo tempo.
Vale lembrar também: a Igreja pede que todo fiel comungue ao menos uma vez por ano, se possível no tempo pascal (cân. 920; Catecismo, 1389), e confesse os pecados graves ao menos uma vez por ano (cân. 989).